Você está de olho no Moto G35 e quer saber se ele realmente vale a pena? Entendo perfeitamente essa dúvida. A Motorola tem uma história longa no Brasil, e a linha G sempre foi aquela opção confiável para quem não quer gastar uma fortuna mas também não quer passar raiva com um celular travando toda hora.
O Moto G35 chegou prometendo ser um intermediário básico competente, com tela de 120Hz, bateria generosa e aquela experiência “limpa” do Android que a Motorola costuma entregar. Mas será que ele cumpre o que promete? Vamos descobrir juntos neste review detalhado, sem rodeios e com a sinceridade que você merece antes de investir seu dinheiro.
Ficha Técnica Completa
Antes de mergulhar no review, vamos ver o que o Moto G35 traz no papel:
| Especificação | Detalhes |
|---|---|
| Tela | IPS LCD 6,72 polegadas, Full HD+ (2400 x 1080 pixels), 120Hz |
| Processador | Unisoc T760 (octa-core) |
| Memória RAM | 4GB ou 8GB |
| Armazenamento | 128GB ou 256GB (expansível via microSD) |
| Câmera Traseira | Principal: 50MP Ultrawide: 8MP |
| Câmera Frontal | 16MP |
| Bateria | 5.000 mAh |
| Carregamento | 18W |
| Sistema Operacional | Android 14 |
| Conectividade | 4G, Wi-Fi, Bluetooth 5.0, NFC |
| Biometria | Leitor de digital lateral |
| Áudio | Entrada P2 para fone de ouvido, Alto-falantes estéreo |
| Dimensões | Aproximadamente 165,7 x 75,8 x 8,1 mm |
| Peso | Cerca de 190g |
| Cores | Preto, Azul, Verde (varia por região) |
| SIM Card | Dual SIM + slot dedicado microSD |
| Extras | Rádio FM, USB Type-C |
Design e Construção: Simples, mas Funcional
Pegar o Moto G35 na mão pela primeira vez não causa aquele “uau” que alguns celulares provocam, mas também não decepciona. Ele é honesto no que entrega: plástico de qualidade razoável, acabamento competente e uma construção que passa sensação de solidez suficiente para o dia a dia.
Com cerca de 190 gramas, não é o mais leve do mercado, mas também não pesa na mão ao ponto de incomodar. A espessura fica na média — você não vai achar ele fino demais nem grosso demais. É aquele celular que simplesmente “funciona” ergonomicamente.
As cores disponíveis são discretas (geralmente preto, azul escuro ou verde), nada muito chamativo. O traseiro tem um acabamento levemente texturizado que ajuda a não escoregar, mas também atrai digitais com uma facilidade impressionante. Se você é daqueles que gosta do celular sempre limpinho, prepare o pano de microfibra.
O conjunto de câmeras na parte de trás não sobressai muito, o que é um ponto positivo para quem não gosta daqueles módulos enormes que fazem o celular balançar na mesa. Os botões laterais são firmes e bem posicionados, respondendo bem ao toque.
Uma coisa que percebi: não espere resistência à água certificada. Ele aguenta um respingo aqui e ali, mas não é para usar debaixo do chuveiro ou na beira da piscina sem cuidado.
Tela: Aqui a Motorola Acertou a Mão
A tela do Moto G35 é, sinceramente, um dos destaques desse aparelho. Estamos falando de um painel IPS LCD de 6,72 polegadas com resolução Full HD+ e taxa de atualização de 120Hz. Traduzindo: é uma tela grande, com boa nitidez e que rola suave pra caramba.

Essa fluidez de 120Hz faz diferença real no uso diário. Quando você rola o feed do Instagram, navega no Twitter (ou X, como queiram chamar), ou simplesmente passa de um app para outro, tudo parece mais responsivo e agradável. É daquelas coisas que depois que você acostuma, não quer voltar para 60Hz.
As cores são vibrantes sem serem exageradas, embora não tenham aquela saturação intensa de uma tela AMOLED. O brilho é suficiente para usar em ambientes internos e até na rua em dias nublados, mas sob sol forte direto você vai precisar fazer sombra com a mão para enxergar melhor. É uma limitação comum de telas LCD nessa faixa de preço.
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Para assistir vídeos no YouTube ou Netflix, a experiência é satisfatória. O tamanho generoso da tela ajuda bastante, e a resolução garante que você não veja aqueles pixels quadrados irritantes. Só não espere o nível de contraste e pretos profundos das telas OLED — aqui os pretos são mais acinzentados.
Para jogos casuais como Free Fire ou PUBG Mobile em gráficos médios, a tela entrega bem. O tamanho ajuda na imersão e os 120Hz, quando o jogo suporta, fazem diferença na jogabilidade.
Desempenho e Hardware: O Suficiente, Mas Com Ressalvas
Aqui é onde precisamos ser realistas. O Moto G35 vem equipado com o processador Unisoc T760, acompanhado de 4GB ou 8GB de RAM (dependendo da versão que você escolher) e 128GB ou 256GB de armazenamento interno expansível via microSD.

Vamos direto ao ponto: esse não é um celular para quem quer rodar jogos pesados em gráficos ultra. O Unisoc T760 é um processador de entrada para intermediários básicos, e ele entrega exatamente isso — performance básica competente.
No uso cotidiano, abrindo WhatsApp, Instagram, navegando no Chrome, checando e-mails e assistindo vídeos, o Moto G35 se sai bem. Não é um foguete, mas também não trava a toda hora. Os aplicativos abrem numa velocidade aceitável, e a troca entre apps é razoavelmente fluida, especialmente se você pegar a versão de 8GB de RAM.
Agora, se você costuma ter 15 abas do Chrome abertas, 5 apps de rede social em segundo plano, mais um joguinho e ainda quer editar vídeo no CapCut, aí sim você vai sentir engasgos. O celular dá conta do recado no básico ao intermediário, mas não peça milagres.
Para jogos leves como Subway Surfers, Candy Crush ou Clash Royale, zero problemas. Jogos intermediários como Free Fire e Mobile Legends rodam, mas você precisa ajustar os gráficos para médio ou baixo se quiser manter uma taxa de quadros estável. Genshin Impact e Call of Duty Mobile em gráficos altos? Esquece. Vai fritar o aparelho e ainda assim não vai ter uma experiência fluida.
A versão de 8GB de RAM faz diferença significativa na multitarefa. Se você pode investir um pouquinho mais nela, vale a pena. A diferença entre 4GB e 8GB é perceptível no dia a dia, principalmente depois de alguns meses de uso, quando você já tem dezenas de apps instalados.
O armazenamento de 128GB é suficiente para a maioria das pessoas, mas se você curte baixar muitos jogos, gravar vídeos ou tirar milhares de fotos, a versão de 256GB ou um cartão microSD vão ser seus amigos.
Câmeras: Competentes de Dia, Fracas de Noite
O conjunto de câmeras do Moto G35 é composto por uma principal de 50MP, uma ultrawide de 8MP e uma frontal de 16MP. No papel parece promissor, mas a fotografia vai muito além dos megapixels, e é aqui que a gente separa o marketing da realidade.
Câmera Principal (50MP)
Durante o dia, com boa iluminação, a câmera principal surpreende positivamente. As fotos saem com cores naturais, boa nitidez e um nível de detalhe satisfatório para um celular dessa categoria. Se você gosta de fotografar paisagens, comida, pets ou aquela selfie de corpo inteiro no espelho, vai ficar satisfeito.

O HDR funciona bem em cenas com contraste, equilibrando céu claro e sombras sem exagerar nas cores. O modo retrato faz um trabalho decente de desfoque de fundo, embora às vezes erre nas bordas de cabelos ou óculos — nada fora do comum para essa faixa de preço.
Agora, quando a luz cai, a história muda. Fotos noturnas ou em ambientes mal iluminados ficam com bastante ruído, perdem detalhes e as cores ficam menos fiéis. O modo noturno até ajuda, mas exige mão firme e um pouco de paciência — ainda assim, não espere milagres. Se você sai muito à noite e gosta de fotografar nesses ambientes, vai se frustrar.
Ultrawide (8MP)
A ultrawide é útil para paisagens amplas ou fotos de grupo onde você quer encaixar mais gente no quadro. A qualidade cai visivelmente em relação à principal — menos detalhes, cores um pouco diferentes e distorção nas bordas. Mas para postagens rápidas nas redes sociais, cumpre o papel.
À noite ou em locais escuros, a ultrawide vira praticamente decoração. As fotos ficam tão ruins que é melhor usar só a principal mesmo.
Câmera Frontal (16MP)
Para selfies e videochamadas, a câmera frontal é competente. Com boa luz, as selfies saem nítidas e com cores agradáveis. O modo retrato frontal funciona bem, e o embelezamento automático não exagera (a menos que você ative no máximo, aí vira aquelas fotos de boneca de plástico).
Em ambientes fechados ou à noite, a qualidade cai, mas nada que seja um absurdo para a categoria. Se você é viciado em selfie, vai ficar satisfeito.
Vídeos
Os vídeos são gravados em Full HD (1080p) a 30fps pela câmera traseira. A estabilização existe, mas não é das melhores — se você andar muito rápido ou fazer movimentos bruscos, o vídeo vai ficar tremido. Para vídeos parados ou com movimentos suaves, funciona bem.
A qualidade é aceitável com boa luz, mas cai consideravelmente em ambientes escuros. O áudio captado é razoável, mas em locais com muito vento ou barulho de fundo, deixa a desejar.
Bateria e Carregamento: Um Ponto Forte
A bateria de 5.000 mAh é um dos melhores aspectos do Moto G35. Para a maioria das pessoas, você consegue tranquilamente um dia inteiro de uso intenso ou até um dia e meio de uso moderado.

Testando no dia a dia com uso misto (redes sociais, WhatsApp, algumas ligações, YouTube, um pouco de navegação e jogos leves), consegui consistentemente entre 6 e 7 horas de tela ligada antes de precisar buscar o carregador. Isso é bem sólido.
Se você é usuário mais leve, que usa o celular basicamente para mensagens, ligações e algumas redes sociais, pode facilmente esticar para dois dias sem carregar.
O carregamento rápido de 18W não é o mais veloz do mercado, mas também não é lento. De 0% a 100% leva cerca de 2 horas, e em 30 minutos de carga você consegue uns 30-35% de bateria — suficiente para quebrar o galho se você esqueceu de carregar durante a noite.
Uma coisa boa: o celular não esquenta excessivamente durante o carregamento ou uso pesado. Fica morno, nada preocupante.
Sistema e Recursos Extras
O Moto G35 vem com Android 14 praticamente puro, com poucas customizações da Motorola — e isso é excelente. Se você já usou um celular cheio de aplicativos pré-instalados que você não pediu e não consegue desinstalar, vai valorizar a abordagem limpa da Motorola.
A interface é fluida, intuitiva e sem firulas desnecessárias. Os gestos da Motorola são úteis: dar uma chacoalhada para acender a lanterna, girar o pulso duas vezes para abrir a câmera rapidamente — coisas simples que facilitam o dia a dia.
Recursos úteis:
- Leitor de digital lateral integrado ao botão de power (rápido e preciso)
- Entrada para fone de ouvido P2 (sim, ainda existe!)
- Rádio FM (ótimo se você curte ouvir rádio sem gastar internet)
- Dual SIM + slot dedicado para microSD (não precisa escolher entre segundo chip ou expansão de memória)
- Conexão 4G (não tem 5G, importante mencionar)
Sobre atualizações: A Motorola promete atualizações de segurança por alguns anos, mas não é conhecida por ser a mais rápida ou generosa com atualizações de sistema. Não espere receber a próxima versão do Android rapidinho.
Pontos Positivos
✅ Tela de 120Hz grande e fluida — experiência visual muito boa para a faixa de preço
✅ Bateria excelente — dura tranquilamente o dia todo mesmo com uso pesado
✅ Android limpo — sem aplicativos indesejados entupindo o sistema
✅ Entrada P2 para fone de ouvido — cada vez mais raro e muito útil
✅ Slot triplo — dois chips + microSD simultaneamente
✅ Câmera principal decente de dia — fotos satisfatórias com boa iluminação
✅ Preço acessível — bom custo-benefício para quem busca o básico bem feito
✅ Leitor de digital rápido e confiável
Pontos Negativos
❌ Sem 5G — pode ser um problema pensando em longevidade do aparelho
❌ Processador limitado — não aguenta jogos pesados nem multitarefas extremas
❌ Câmeras fracas em ambientes escuros — fotos noturnas decepcionam
❌ Sem resistência à água certificada — cuidado com molhadas
❌ Tela LCD sem AMOLED — contraste e pretos inferiores
❌ Carregamento de 18W — existem opções mais rápidas no mercado
❌ Acabamento em plástico — atrai muitas digitais e parece barato ao toque
❌ Atualizações lentas — Motorola não é referência em updates rápidos
Comparação com Concorrentes
Moto G35 vs Samsung Galaxy A15
O Galaxy A15 é um rival direto. Ele também tem tela grande, bateria boa e preço similar. A Samsung oferece tela AMOLED (ponto para o A15), mas com apenas 90Hz (ponto para o Moto G35). O processador do A15 é levemente superior, mas a diferença no uso real é pequena.

A Motorola leva vantagem no Android mais limpo, enquanto a Samsung oferece mais recursos no sistema e promessa de atualizações por mais tempo. Em câmeras, estão praticamente empatados em condições ideais, mas ambos sofrem à noite.
Resumo: Se você prefere tela melhor e mais atualizações, vá de Samsung. Se prefere fluidez de 120Hz e sistema limpo, vá de Motorola.
Moto G35 vs Redmi Note 13
O Redmi Note 13 geralmente tem processador um pouco mais forte e câmeras ligeiramente melhores, mas vem com a MIUI da Xiaomi, que é cheia de bloatware e pode ser confusa para quem não está acostumado.
O Moto G35 ganha na simplicidade do sistema e bateria equivalente. O Redmi pode ganhar em performance bruta, mas a experiência de uso pode ser mais poluída.
Resumo: Para quem gosta de mexer em configurações e não liga para apps pré-instalados, o Redmi pode oferecer um pouco mais de performance. Para quem quer simplicidade, Moto G35 é melhor.
Preço e Custo-Benefício
O Moto G35 costuma ser encontrado na faixa dos R$ 800 a R$ 1.200, dependendo da versão (4GB/128GB ou 8GB/256GB) e das promoções disponíveis. Nessa faixa de preço, ele compete com vários modelos de entrada ao intermediário básico.
Vale o investimento?
Se você está procurando um celular confiável para uso básico ao intermediário, sem gastar muito, sim, vale. O Moto G35 entrega:
- Tela boa e fluida
- Bateria que dura
- Sistema limpo e fácil de usar
- Câmeras competentes de dia
Para quem usa o celular principalmente para redes sociais, mensagens, vídeos, navegação e alguns jogos leves, ele atende perfeitamente e entrega boa relação custo-benefício.
Para quem vale especialmente:
- Estudantes que precisam de um celular confiável sem gastar muito
- Pessoas que valorizam bateria longa e sistema simples
- Quem quer uma tela grande e fluida para consumir conteúdo
- Usuários básicos a intermediários que não jogam games pesados
Quando o Moto G35 NÃO Vale a Pena
Sendo totalmente honesto, existem perfis de usuários que vão se frustrar com o Moto G35:
Gamers: Se você joga jogos pesados como Genshin Impact, CoD Mobile em gráficos altos ou qualquer jogo que exija muito do hardware, esse não é seu celular. Vai travar, engasgar e aquecer. Procure algo com processador melhor.
Fotógrafos de plantão: Se você adora fotografia noturna, faz muitas fotos em ambientes fechados ou escuros, ou quer qualidade profissional nas fotos, vai se decepcionar. As câmeras são apenas suficientes, nada além.
Quem pensa no futuro com 5G: Se você mora ou trabalha em área com cobertura 5G e quer aproveitar essa tecnologia pelos próximos anos, o Moto G35 já nasce defasado por não ter suporte.
Multitarefas extremos: Se você é daqueles que abre 20 apps ao mesmo tempo, edita vídeo pesado, roda emuladores ou faz edição de foto profissional, esse celular vai te deixar na mão.
Quem valoriza acabamento premium: Se você gosta daquela sensação de celular premium na mão, com vidro, metal e acabamento refinado, o plástico do Moto G35 vai parecer barato demais.
Conclusão: Vale a Pena ou Não?
Depois de analisar todos os aspectos do Moto G35, minha resposta é: sim, vale a pena para o público certo.
Esse é um celular honesto. Ele não tenta ser o que não é. A Motorola entregou um aparelho intermediário básico competente, com bateria excelente, tela fluida e sistema limpo — três pilares importantes para a experiência diária.
Para quem é ideal:
- Usuários básicos a intermediários
- Quem valoriza bateria longa e sistema simples
- Estudantes ou primeiro celular Android
- Pessoas que usam principalmente para redes sociais e comunicação
- Quem quer uma tela grande e fluida sem gastar muito
Para quem NÃO é:
- Gamers de jogos pesados
- Fotógrafos exigentes ou quem fotografa muito à noite
- Quem precisa de performance máxima
- Usuários que querem 5G e pensar no futuro
Se você se encaixa no perfil ideal, pode ir tranquilo. O Moto G35 vai te atender bem e entregar aquilo que promete. Se você tem expectativas além do que ele propõe, economize um pouco mais e busque algo na faixa seguinte.
Nota final: 7,5/10
Um sólido intermediário básico que faz o básico muito bem, mas não surpreende além disso. E às vezes, é exatamente isso que precisamos.
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