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Samsung Galaxy A35 ainda vale a pena em 2026?

Você já ficou olhando para o seu celular antigo pensando: “quando será que chegou a hora de trocar?”. Pois é, essa dúvida bate em todo mundo, e quando a resposta chega, ela quase sempre vem acompanhada de outra pergunta ainda mais difícil: qual modelo escolher sem gastar uma fortuna?

O Samsung Galaxy A35 aparece muito nessa conversa. Lançado em 2024, ele virou uma espécie de queridinho silencioso do mercado intermediário. Mas agora que já estamos em 2026, com o A36 nas prateleiras e os preços do A35 despencando, a pergunta mudou de forma: ainda faz sentido colocar dinheiro nesse aparelho hoje?

A resposta honesta é: depende. Mas eu vou te explicar exatamente do quê ela depende — e aí você mesmo chega à sua conclusão.

Dois anos depois: o que mudou (e o que não mudou)

Quando o Galaxy A35 foi lançado, custava em torno de R$ 2.699. Hoje, você encontra facilmente por R$ 1.200 a R$ 1.600 dependendo da versão e da loja. Isso já muda bastante o cálculo, né?

O hardware, por sua vez, continua o mesmo — e aqui está tanto o problema quanto a virtude do aparelho. O processador Exynos 1380, que à época era o mesmo chip do Galaxy A54 (um modelo superior), ainda entrega uma experiência bastante decente para o uso do dia a dia: redes sociais, streaming, mensagens, câmera. Nada trava, nada engasga com frequência.

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Mas a verdade é que o mercado andou. Em 2026, a concorrência na faixa dos R$ 1.500 ficou bem mais agressiva. Xiaomi, Motorola e até a própria Samsung com o A36 trazem chips mais novos, carregamento mais rápido e algumas funções de IA que o A35 simplesmente não tem. Então, antes de qualquer coisa, é importante olhar para o A35 com os olhos de 2026, sem o entusiasmo do lançamento, mas também sem injustiça.

A tela: esse é o ponto em que ele ainda brilha (literalmente)

Tela Super AMOLED do Galaxy A35

Se existe algo que o Galaxy A35 ainda entrega com muita competência, é a experiência visual. O painel Super AMOLED de 6,6 polegadas com taxa de atualização de 120 Hz continua sendo um dos melhores da categoria intermediária — mesmo hoje.

Na prática, isso significa cores vibrantes, pretos profundos e uma fluidez que você sente logo nos primeiros minutos de uso. Seja pra assistir séries no Netflix, rolar o feed do Instagram ou simplesmente navegar por menus, a tela é generosa e agradável. O brilho de pico de 1.000 nits também ajuda bastante sob o sol, não é perfeito, mas dá pra se virar bem na maioria das situações.

Sinceramente, em termos de tela, o A35 ainda envergonha muita coisa nova que aparece na mesma faixa de preço.

Câmera: boa para o cotidiano, honesta com suas limitações

A câmera principal de 50 MP com estabilização ótica (OIS) continua sendo um ponto positivo real. Em condições de boa luz, ela produz fotos detalhadas e com cores naturais, o tipo de registro que você posta sem precisar filtrar nada. O modo noturno também entrega resultados acima da média para o segmento.

Comparação Câmeras Galaxy A35 vs Iphone 15

Agora, a câmera ultrawide de 8 MP e a macro de 5 MP são bem básicas. E aqui não tem como enfeitar: se você gosta de fotografar paisagens abertas ou fazer registros de viagem com amplitude, vai sentir a diferença. Os detalhes perdem qualidade nas bordas, e a consistência entre as câmeras não é lá essas coisas.

Mas pensa bem: quantas vezes por semana você usa a ultrawide de verdade? Para a selfie de 13 MP, para o retrato com nitidez, para a foto do prato no restaurante, o A35 resolve com tranquilidade. O problema aparece quando você começa a explorar mais.

Bateria e carregamento: autonomia ótima, velocidade mediana

A bateria de 5.000 mAh é um dos pontos mais sólidos do aparelho. Com uso moderado, ele vai do início ao fim do dia sem drama, e se você não passa horas jogando ou com o brilho no máximo, dá até pra esticar para o dia seguinte.

O carregamento de 25W, no entanto, é onde o A35 começa a mostrar a idade. Em 2026, muitos concorrentes já chegam com 33W, 45W ou até mais. Recarregar o A35 do zero leva em torno de 1h30 — não é uma eternidade, mas em um mundo em que 30 minutos já deveriam resolver 80% da carga, parece um pouco lento.

Carregamento sem fio? Não tem. E para muita gente isso já virou um critério de eliminação automática.

Software: aqui a Samsung jogou pesado a favor do A35

Esse talvez seja o argumento mais forte para quem está em dúvida. A Samsung prometeu 4 anos de atualizações do Android e 5 anos de atualizações de segurança para o A35. Em 2026, o aparelho já está rodando o Android 16 com a One UI 8 de forma fluida, o que é uma raridade considerável no mundo dos intermediários.

Interface do Galaxy A35

Você já reparou que muita gente troca de celular não porque o hardware parou de funcionar, mas porque o sistema ficou desatualizado e cheio de brechas de segurança? Com o A35, isso não vai ser problema tão cedo. Ele ainda vai receber suporte por um bom tempo.

A One UI em si também segue sendo uma das interfaces Android mais bem acabadas do mercado: organizada, personalizável e cheia de recursos úteis. Não é perfeita — tem algum bloatware para desinstalar no começo — mas é confortável para quem vive no ecossistema Samsung.

Resistência e acabamento: o IP67 que poucos oferecem

Outro detalhe que passa batido, mas faz diferença real no dia a dia: a certificação IP67. Isso significa resistência a imersão em água de até 1 metro por 30 minutos. Chuva, respingo na pia, acidente com copo d’água, o A35 lida com isso.

Galaxy A35 possui certificação IP67

Na mesma faixa de preço, em 2026, vários concorrentes ainda ignoram essa proteção. Para quem usa o celular de forma mais dinâmica ou tem filhos pequenos em casa, isso é literalmente um seguro embutido no aparelho.

O design também envelheceu bem. O vidro na traseira dá um toque de sofisticação que não é comum em aparelhos desta faixa, e os 8,2mm de espessura mantêm o A35 confortável na mão — mesmo com a bateria grande.

Para quem o Galaxy A35 ainda faz sentido em 2026?

Essa é a pergunta do milhão, e a resposta é mais direta do que parece.

O A35 ainda é uma compra inteligente se você valoriza tela de qualidade, boa autonomia e suporte de longo prazo, e não tem planos de jogar títulos pesados ou filmar em condições extremas. É o celular ideal para quem usa o smartphone como ferramenta de comunicação, consumo de conteúdo e registro fotográfico cotidiano, sem exigir o máximo em tudo.

Se você encontrá-lo abaixo de R$ 1.400, é uma compra que dificilmente vai te deixar com arrependimento. Acima de R$ 1.700, começa a fazer mais sentido olhar para o Galaxy A36 ou para concorrentes mais novos com hardware mais atual.

Por outro lado, se você é fã de games mais pesados (tipo Genshin Impact ou CoD Mobile no alto desempenho), precisa de carregamento rápido, ou quer as funções de IA que o Galaxy AI traz nos modelos mais recentes — aí o A35 vai te frustrar. Não porque ele seja ruim, mas porque ele foi feito para outro perfil.

Uma reflexão que vale antes de decidir

A gente vive numa era em que a cada seis meses aparece um “novo lançamento incrível” que promete ser melhor que tudo que veio antes. E ele geralmente é, em alguma coisa. Mas nem sempre essa evolução é suficiente para justificar o preço extra — especialmente quando o aparelho mais antigo já resolve bem o que você precisa.

O Galaxy A35 em 2026 não é um celular empolgante. Ele não vai te fazer postar stories sobre o quanto seu novo celular é incrível. Mas ele vai te servir bem, sem draminha, por mais uns dois ou três anos. E às vezes, o que a gente mais precisa num celular é exatamente isso: confiabilidade sem surpresas desagradáveis.

A tecnologia evoluiu demais, mas o básico bem feito ainda tem muito valor.

Conclusão: veredicto final sobre o Galaxy A35 em 2026

O Samsung Galaxy A35 é um veterano competente. Não é mais o rei da faixa intermediária — esse posto passou para aparelhos mais novos. Mas, com o preço atual e o suporte de software garantido, ele ainda entrega uma proposta honesta e equilibrada para o usuário médio.

Se o seu orçamento está entre R$ 1.200 e R$ 1.600, se você não é gamer hardcore e se você valoriza uma marca com suporte de qualidade, o A35 merece estar na sua lista de consideração. Só não espere milagres que ele não foi projetado para fazer.

E você, qual é a funcionalidade que mais pesa na sua decisão na hora de comprar um celular novo? Câmera, bateria, tela ou preço? Deixa nos comentários — essa conversa tem muito mais para render.

Gustavo Pereira

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